PLAYLIST DO MÊS | 0916

Setembro foi, como sempre, um mês de transição. E não é só transição de estação, mas de humor. A passagem do inverno pra primavera vem sempre carregado de amor, alegria e suavidade. É impressionante como tudo o que vêm da natureza traz uma energia para nós.

Nada muito novo aconteceu, mas nada muito velho aconteceu também. Foi mês de leveza e renovação. Mês de acertar os ponteiros comigo e com o universo. Mês de aprender. E por ter sido um mês tão carregado de energias boas, eu vim liberar a playlist de Setembro, pra fechar esse mês com vocês, em uma forma de ritual de fim do mês sim. 

E que venha Outubro.



3 IDEIAS DE CROCHÊ PRA VOCÊ SE INSPIRAR - DIÁRIO DE ARTESÃO | Nº 2

Se tem uma coisa que eu tô ultimamente, essa coisa é viciada em crochê. Tudo bem que eu enxergo, atualmente, o crochê como não só um passa-tempo e terapia, mas uma forma de negócio e eu sei que muita gente também. Antes mesmo de ter contato pessoal com o crochê, eu tive uma inspiração em casa, dona Valéria, que antes de ter um trampo fixo, se revirava no crochê pra salvar a casa, junto com meu pai, que na época estava passando por um período turbulento em seu trabalho (ufa, passou!).

Pensando nisso e visando que muitas pessoas também enxergam o crochê como uma forma de negócio, resolvi listar 5 ideias feitas em crochê pra inspirar vocês. Espero que aproveitem da melhor forma possível. <3

Amigurumi

Amigurumi nada mais é um bicho de pelúcia feito de crochê. A técnica é japonesa e usada pra criar pequenos bonecos de crochê e tem sido tendência. Mas também não é por menos, né? Quem não quer uma fofurinha dessas pra chamar de seu? 

O amigurumi seria um ótimo presente pra crianças e adultos que amam crochet. E pra você que está em dúvida em qual técnica de crochê se especializar (coisa muito importante que será abordado em outro post), por que não em amigurumis? A técnica não é de todo fácil, mas também não é difícil.

Enquanto eu estava procurando vídeo-aulas sobre crochê(também é assunto pra outro post, mas fica a dica pra quem quer aprender ou se aperfeiçoar), encontrei o canal Two Bee, da Bia, que ensinou em uma série de vídeos a fazer amigurumis. Vai me dizer que amigurumi não é amor?! Eu amo!!




Acessórios

Imagem retirada do Pinterest

Se tem uma coisa que me fez apaixonar pelo crochê, é a flexibilidade que ele têm. Com o mesmo ponto, eu posso fazer amigurumis ou... acessórios. E a lista de acessórios é imensa e vai desde acessório pra pendurar pano de prato, até bolsas, mochilas, penduricalhos e coisas baratinhas. Em outras palavras: Existe crochê pra todos os gostos e bolsos. Pensando nisso, se você tem medo de se jogar no artesanato, mas tem medo de não dar certo, por que não começar do pouco? Começa com uma técnica simples fazendo estojos, ou usa a técnica de amigurumi pra fazer mini chaveirinhos, que tal? É simples, barato, lindo e em tempos de crise dá aquele up no bolso, né mesmo?

Mochilas/Bolsas

Imagem retirada do Pinterest

Se você é desses que, como eu, gostam de se aventurar e aperfeiçoar (todos deveriam se aperfeiçoar nas técnicas, viu?!), essa ideia é perfeita! O que não vai faltar pra você são ideias de bolsas pra fazer em crochet. Vão de mochilas bem mainstream até as mais ousadas (eu prefiro as minimalistas rs). E, quer opinião de amiga? Amoooo!!

Espero que vocês tenham gostado das inspirações. Esse é só o primeiro post de crochet entre inúmeros que virão por aí. Não se esqueçam de se inscrever lá no meu canal e me acompanhar em todas as redes sociais, estarei sempre postando algo novo sobre crochê. Beijo e até o próximo post!




BOLSA ABACAXI DE CROCHÊ - DIÁRIO DE ARTESÃ | Nº 1

Se tem uma coisa que tem ocupado 90% do meu tempo atualmente, essa coisa é crochê. E não é só porque eu sou desorganizada com meu tempo - e sou mesmo -, mas também é algo que me ocupa, me distrai, me acalma e me liberta. E por quê liberta? Bom, porque foi com isso que eu deixei de ter crises de ansiedade, mas isso é assunto pra outro post.

Há umas semanas eu perguntei no meu facebook, quem compraria uma bolsa, feita em formato de abacaxi, caso eu fizesse. E, como eu já esperava, já que conheço a maioria dos meus amigos e seus gostos, praticamente todo mundo disse que compraria e que me ajudaria nessa aventura.

E lá ia eu atrás de linha, agulha, tesouras... Sim, porque ver um trabalho já criado é fácil, você só está vendo o produto finalizado, mas não faz ideia do modo de produção, e nesse caso em específico, não é que tenha sido difícil, porque difícil não foi, mas foi demorado. Pesquisa daqui, pesquisa dali, pesquisa de lá. Achei exatamente a que eu queria. Agora era hora de colocar as mãos a obra. Um dia inteiro de trabalho, ou melhor, mais especificamente, 8h de trabalho. Errei, e agora? Agora desfaz, começa tudo de novo. Mais três dias de trabalho e pronto. Ufa! 

O trabalho é detalhado, cada ponto faz uma diferença enorme na finalização, então exige concentração, disposição e tempo. E, se tem uma coisa que eu aprendi com o artesanato, é ser perfeccionista, criativa e, principalmente paciente. Paciência é algo que eu definitivamente não tenho, ou melhor, não tinha, e quem me conhece (facebook serve, viu?) sabe disso. Ser artesão não é fácil, mas é um amor tão grande que não tem como medir em linhas ou apenas palavras. E lá vem mais um trabalho do qual eu coloquei todo o meu amor, toda a minha dedicação, todo o meu esforço. 

Compre de um artesão. Ao comprar de um artesão você estará comprando amor e uma história. 


Quer conhecer meu trampo? Siga no instagram @crocheteriarelicario ou curte lá no facebook


Beijos e até!

Quer receber novidades sobre artesanato? Se inscreve aqui!

* indicates required

LAR

Um pouco antes de escrever esse post, estava assistindo a um vídeo onde um tema muito importante foi abordado: lar. O que eu considero como um lar.

Segundo o dicionário, lar é onde vivemos em harmonia, onde nos sentimos bem. Então parei um pouquinho pra refletir e me perguntei: "Será que onde eu moro é exatamente o meu lar?" Tá, pra eu responder essa pergunta tranquilamente, eu preciso puxar um pouquinho da minha história.

Tenho 18 anos, quase 19, e moro em Cabo Frio há 17 anos. E nunca me apresentei aqui como moradora daqui. Estudei, trabalhei e voto aqui e, segundo a sociedade, isso é o suficiente pra considerar alguém como cidadão da cidade. Mas eu não pertenço a esse lugar. E em primeiro lugar eu gostaria de dizer que eu não tenho nada contra a cidade, inclusive eu gosto daqui, mas não é onde eu me sinto bem, onde sinto que faço parte, pertenço, onde me encaixo. Porque lar é isso, é onde nos encaixamos, onde sentimos que pertencemos e eu não pertenço a esse lugar.

Me trouxeram pra cá ainda bem pequena, mas eu nunca acostumei com esse lugar, e quando eu digo nunca, não é "as vezes não me sinto bem", é nunca. Eu sinto falta do Rio de Janeiro. Eu sinto falta de estar perto da minha família, dos meus amigos. Eu sinto falta de lá e quando piso naquelas terras me sinto bem. Até hoje eu não sei exatamente o que eu aprendi morando tão longe da minha família, dos meus amigos, do meu lar, mas eu sei que futuramente saberei. Mas eu sinto saudades do Rio.

Foto tirada por mim em 2015

EMPODERAMENTO ATRAVÉS DO RESGATE DA HISTÓRIA NEGRA

Após muitos livros lidos, artigos e conversas com irmãos pretos, cheguei a conclusão de que podemos ter um empoderamento através do resgate da nossa história - mas como assim, Andressa? -, calma que eu te explico.

Nossa história enquanto povo antes da colonização é maravilhosa. E muitas vezes, quando falamos de África, o repúdio das pessoas fica visível aos olhos. Muitos tem uma ideia errada do que era África antes da colonização. O senso comum cai no ideal de que África era tribal. Porém não, e mesmo se fosse, o que tem de tão errado assim? Mas não. África era imperial, mas não imperial como conhecemos no ocidente. África era imperial, com impérios matriarcais, com governos onde as mulheres tinham poder e isso não significava que elas dominavam homens, mas sim que viviam em harmonia enquanto povo. Com problemas como um povo humano, mas em harmonia. Até a chegada dos Europeus. 

E quando digo que o resgate da história preta é algo realmente empoderador, não digo apenas em bases teóricas, digo também por vivência própria. É bom conhecermos nossa história com base nos nossos próprios historiadores. É bom conhecermos nossas filosofias. É bom conhecermos nossos povos pelo ponto de vista africano.

Pensando por esse ponto, eu comecei a gravar uma série de vídeos falando sobre África antes da colonização e tô pesquisando formas de ajudar nosso povo de alguma forma. Talvez uma biblioteca comunitária pro bairro? Talvez um projeto social maneiro pros moleques? Não sei, ainda tô estudando. Mas o primeiro passo foi dado. Por qualquer meio necessário.

Então quero desafiar vocês a uma coisa: Por que não se juntar com um coletivo negro da sua cidade e planejar um projeto maneiro que resgate essa história que há séculos tem sido destruída? Por que não ler mais autores negros? Por que não conhecer nossa própria história?  Por que não buscarmos nossa raiz e afrocentrarmos? Pensem nisso. 


Créditos: Pinterest


PLAYLIST DO MÊS | 0816

Acho que sou nova nessa coisa de compartilhar playlist, mas já gostei. Não que meu gosto musical seja conceitual o suficiente para ser compartilhado, mas é meu gosto musical então eu vou compartilhar - nossa hein, grandes coisas -. 
Eu tenho andado desligada dessa coisa de música, mas vou compartilhar a playlist do mês, com aquelas musiquinhas que ficaram na cabeça no mês de Agosto - infinito mês de Agosto - e valem serem compartilhadas. Espero que cês gostem tanto quanto eu.
Eu não sei resumir bem Agosto. Acho que foi um mês de descobertas. Dei um rolê no Píer Mauá e assisti ao show do Diogo Nogueira com o mozão. Descobri qual a história do Píer Mauá e o significado histórico da pavimentação de lá (e que história, talvez eu traga aqui pra vocês ficarem tão chocados quanto eu tô). Superei meus limites no crochê e descobri um novo amor, nesse caso, artesanatos. Fiquei feliz, fiquei triste, me aventurei, desaventurei. Enfim... Um mês imenso, com muito orgulho e muitos desorgulhos - isso existe? -. 

RESENHA: OLHOS D'AGUA - CONCEIÇÃO EVARISTO - REPRESENTATIVIDADE | Nº 5


"Em Olhos d’água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Ou serão todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidoscópio da literatura em variados instantâneos da vida? Elas diferem em idade e em conjunturas de experiências, mas compartilham da mesma vida de ferro, equilibrando-se na “frágil vara” que, lemos no conto “O Cooper de Cida”, é a “corda bamba do tempo”. Em Olhos d’água estão presentes mães, muitas mães. E também filhas, avós, amantes, homens e mulheres – todos evocados em seus vínculos e dilemas sociais, sexuais, existenciais, numa pluralidade e vulnerabilidade que constituem a humana condição."

Título: Olhos D'agua
Autora: Conceição Evaristo
Editora: Pallas
Classificação Pessoal: 5

Olhos D'agua me surpreendeu pela realidade que ele descreve. É um livro cru, curto e grosso. Sem delongas. Retrata a realidade da periferia, de periféricos e em sua maioria, de mulheres periféricas. Ele já nasce como uma navalha. Em seu primeiro capítulo fala sobre uma mulher que tem olhos d'agua, "olhos de mamãe Oxum"

Conceição Evaristo não errou em nada, como esperado. Ela acertou em absolutamente tudo. É um livro de cronicas, histórias pequenas que podem ser lidas no final do seu dia, no começo, no ônibus, no intervalo da escola/faculdade, onde quiser. Sem muitas desculpas, pois é um livro curto, não mais de 120 páginas, pra ser mais exata, 114. Olhos D'agua retrata aquilo que ninguém quer retratar. As vezes te tira sorrisos, outra, te deixa com o estômago revirado, de vez em quando você chora junto com os personagens, mas sempre bem real. 

Obrigada a Lytta, linda, que me deu esse livro. <3



Caiu aqui de paraquedas? Leia também: SUPER CHOQUE SIM, SUPER CHOQUE PRA CARAMBA!

SUPER CHOQUE SIM, SUPER CHOQUE PRA CARAMBA - REPRESENTATIVIDADE | Nº 4



Se teve um desenho que marcou a minha infância em todos os sentidos, esse desenho foi Super-choque. E quem não gostava do desenho, não é mesmo? Era representativo. Cumpria com um papel que desenho nenhum, que eu me lembre, cumpria, o da representatividade. De todas as maneiras Super-Choque era aquele que as crianças dos anos 80/90 gostariam de ver e se inspiravam. 

E, se tem um assunto que é o centro da parada atual, é representatividade. Qual criança, negra, se sentiu representada por algum desenho onde o protagonista era branco, loiro, alto, cis? E, praticamente, todos os protagonistas de desenhos seguiam esse padrão, exceto os coadjuvantes. E é nessa parte que entra Super-Choque

Moleque maneiro, morador da perifa, perdeu a mãe ainda muito novo em uma briga de gangue, que é assediado constantemente por essas gangues mas resiste. Resistência, esse é o nome. E, entre tantos assédios das gangues, bullyings na escola, sentimento de inferioridade em relação aos amigos brancos, desconexão com sua terra ancestral (mostrado no EP 29: Super Choque na África), o garoto vira herói. E vira herói no meio de uma treta de gangue. 


Super Choque é de um estúdio chamado Milestone, que produzia somente desenhos onde os protagonistas eram negros.  E as histórias envolviam coisas do cotidiano de adolescentes negros que residiam nos Estados Unidos, principalmente em Dakota. E os principais assuntos eram justamente as desigualdades sociais, envolvimentos com drogas e brigas de gangue e grandes corporações.

To escrevendo esse post depois de rever exatamente o episódio 29, onde Super-Choque volta pra África e aparece toda uma explicação sobre pan-africanismo e a unidade africana pelo mundo. Onde Super-Choque fala sobre ser apenas um garoto na África e não um garoto porém negro, como ele é visto em diáspora Americana. Esse desenho foi de grande impacto na minha infância, me recordo exatamente de esperar ele passar pra depois ir a escola, já que estudava a tarde. Lembro da ansiedade e do coração palpitando cada vez mais forte antes de começar o desenho, e eu não perdia um episódio, assistia a todos. Foi complicado ser uma criança negra, sem representação, mas Super-Choque supria essa representação, mesmo ele sendo apenas um desenho representativo entre dezenas de outros não representativos. 

E deixo um recado aos pais de crianças negras: procurem desenhos representativos, eles podem ser didáticos e muito empoderadores como Super-Choque foi e é pra mim até hoje. Estou revendo o desenho há uns meses e a emoção nunca acaba, parece que é a primeira vez que o assisto. Acolha as suas crianças e a eduque, empoderando-a, em todos os sentidos e ao máximo possível, futuramente ela irá agradecer-lhes por isso. 


E, se você caiu de paraquedas aqui, leia também: 10 Youtubers Negros



DIÁRIO DE ARTESÃ: NOVO QUADRO DO BLOG E DO CANAL

Como vocês sabem, passei muito tempo afastada do canal e do blog e com isso acho que desaprendi a blogar e a falar em vídeos (se é que esse último eu aprendi rs). Em outro post eu explico mais detalhadamente o por que eu me afastei por tanto tempo e o que me levou a me afastar assim (ou explico no canal, vocês escolhem. Por via das dúvidas, comentem aí embaixo o se acham melhor eu fazer um post ou um vídeo, ou os dois). 

Mas, para comemorar essa segunda parte da minha vida, resolvi registrar meu dia-a-dia como artesã, mas vão com calma que eu sou iniciante. Quero compartilhar um pouquinho do meu trabalho com vocês, a história que cada um deles carrega, e, quem sabe assim, ajudar na valorização do trabalho artesanal de cada um dos artesãos desse mundão. 

E, aproveitando o post para avisar que: Eu não parei com o canal, só estou sem câmera, mas em breve terei uma e poderei voltar a fazer vídeos pra vocês e, dessa vez, vai ter um quadro novo, né?! hahaha. Espero que vocês me entendam. E espero que muitos acompanhem esse novo quadro do blog e do canal que, afinal, vai ser feito com muito amor e carinho. 

Para me ajudar ainda mais, comentem aí embaixo além da preferencia de vocês por post no blog, vídeo no canal ou os dois, o primeiro tema que vocês querem ver no Diário de Artesã. 

Obrigada por ter acompanhado o post até aqui, em breve virão novidades. 
Beijos!




Se inscreva para receber notícias exclusivas sobre artesanato

* indicates required

UM MÊS DE CROCHET

Muita gente vem me fazendo essa pergunta. M-U-I-T-A gente. E gente, acalmem o coraçãozinho porque o blog e o canal vão continuar, mas por causa de algumas razões crise de ansiedade tive que parar por um tempo. Primeiro a saúde, depois o blog, canal... 

Tive uma época da vida em que queria treta na internet. O tempo todo. O dia todo. Mas acabei percebendo que isso não vale a pena, existem assuntos que já nasceram pra dar errado e não vale a discussão. Levando isso em conta, resolvi me aquietar um pouco. 

Hoje faz um mês que aprendi a fazer crochet. Levantei, dia 15 de Julho, me olhei no espelho... - acabada, cansada, em crise, com desgaste psicológico - e resolvi levantar e fazer aquilo que já me indicavam há muito tempo e eu achava "coisa de velho"... Ah os nossos velhos preconceitos, né? Mal sabia eu que aquela "coisa de velho" iria me libertar de uma das fases mais complicadas da vida. E lá ia eu, fuçar as coisas de mãin pra poder iniciar a primeira pecinha de crochet. Feia. Com buracos. Cheia de falhas, mas o primeiro passo pra liberdade. 

Hoje, um mês depois, eu consigo perceber as melhoras. Não são muitas, mas o suficiente pra eu me sentir liberta. Hoje eu consigo pegar em um caderno e estudar, coisa que eu não conseguiria há três meses, mesmo que isso antigamente fosse minha prioridade na vida e eu amasse muito. Já não era algo que eu conseguisse. Até queria, mas não conseguia. O crochet me libertou de uma crise de ansiedade que me prendia na cama e não me deixava ir a rua, ao quintal, estudar, me divertir. 







Relicário Vasconcelos © , All Rights Reserved. BLOG DESIGN BY Sadaf F K.